21 novembro, 2016
por: Priscilla Rhein

Oi meninas, 

Para quê fazer uma tarefa agora, se você pode deixar para depois… Não é? rs 

A “fulana” tem um relatório enorme para entregar no dia seguinte. Antes de colocar a mão na massa, ela resolve assistir a só mais um tutorial de como fazer olhos esfumados no YouTube, responde às mensagens pendentes nos grupos do WhatsApp, dá uma olhadinha na timeline do Facebook e conversa com uma amiga que está em crise com o namorado. Quando se dá conta, já se passaram horas e bate desespero por causa do prazo.

Identificou-se com essa pessoa ? Se a resposta é sim, você e ela fazem parte dos 95% da população que procrastinam ou deixam para depois o que poderiam (ou deveriam) fazer agora. Isto mesmo: quase todo mundo admite adiar tarefas, ainda que só de vez em quando. 

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Especialistas no assunto dizem que nunca se procrastinou tanto como atualmente, e a culpa é das distrações modernas (sim, estamos falando de aplicativos e redes sociais) e do acúmulo de atribuições no dia a dia. “Vivemos um tempo em que tudo é urgente”, fala o psiquiatra Leonard F. Verea, de São Paulo. “Exatamente por isso, é preciso ser racional e focado e aprender a escolher o que de fato é prioridade, em vez de se deixar levar pela enxurrada de estímulos e informação.”

Existe uma turma que se beneficia com o fato de deixar as tarefas para a última hora, pois funciona melhor sob pressão e agindo no improviso. Mas, para a maioria de nós, colocar sempre as obrigações de lado pode deixar a vida meio bagunçada.

“Procrastinadores crônicos tendem a ser menos saudáveis (estão sempre com exames, consultas médicas e tratamentos pendentes), menos ricos (porque desperdiçam dinheiro com multas de contas vencidas) e menos felizes (o hábito gera culpa e ansiedade)”, diz Timothy Pychyl, diretor do Grupo de Pesquisa de Procrastinação – sim, há um grupo dedicado a esse problema – da Carleton University, em Ontario, Canadá. “Adiar deveres menos prazerosos para dar atenção a coisas menos importantes, mas mais agradáveis, até traz um alívio temporário”, observa Leonard Verea. “Porém, se esse comportamento se torna crônico, pode gerar conflitos sociais, conjugais, profissionais e financeiros.” A psicóloga Cristiane Moraes Pertusi, de São Paulo, acrescenta que postergar ações e objetivos que tragam estabilidade à vida prática (obrigações burocráticas e profissionais, por exemplo) causa frustração e insegurança e abala a autoestima. 

Mas existe luz no fim do túnel. Ter consciência de suas atitudes e de onde está escorregando é o primeiro passo para mudar. “Há vários tipos de procrastinadores e cada um tem suas razões para deixar as coisas para depois”, conta Joseph Ferrari, professor de psicologia da DePaul University, nos Estados Unidos. 

Você jura que não é uma procrastinadora?  

Certos hábitos aparentemente insignificantes podem transformar uma pessoa organizada em alguém que está sempre devendo alguma coisa. E isso corre o risco de atrapalhar seus relacionamentos e sua saúde. Veja como entrar no ritmo se você sempre deixa para depois…

O sexo

Você está cansada e prefere deixar para transar amanhã à noite.

A solução: marque um horário para namorar. Pode parecer estranho, mas muitos casais garantem que esquentaram o clima na cama desse jeito.

Um telefonema

Você precisa falar com sua mãe, mas sabe que, quando ela começa, não para mais de falar.

A solução: ligue para ela, mas avise que precisa sair em 15 minutos. 

O sono

Você navega no Instagram, assiste a uma série na tv… até que já é 1 12da manhã.

A solução: ajuste um alarme para forçá-la a se desconectar de tudo e deitar. 

Uma consulta médica

Você sabe que vai levar uma bronca por não ter feito o check-up no ano passado.

A solução: marque os exames já na sala de espera do consultório.

Fonte: Revista womenshealth

Beijos beijos

Pri

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1 Comentário:Como evitar o ” Deixa pra depois” ???

  1. Gabriel

    Aproveitando o assunto, a quem interessar, um teste para identificar seu tipo de procrastinador:

    http://www.playbuzz.com/sidartal10/que-tipo-de-procrastinador-voc

    É baseado no livro de uma psicóloga chamada Linda Sapadin (“It’s About Time!: The Six Styles of Procrastination and How to Overcome Them”, Penguin Books, 1997).